Para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) investigou quase 392 mil pessoas em mais de 150 mil domicílios por todo o País.
Entre os temas abordados estão dados gerais da população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimento o IBGE conseguiu traçar o novo perfil do Brasil.
Entre as notícias positivas apresentadas pelo relatório, destaca-se o contingente de trabalhadores que entre 2007 e 2008 cresceu 2,8% totalizando 92,4 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade. A formalização de empregos também cresceu, fazendo com que mais 2,1 milhões de trabalhadores tivessem seus direitos garantidos através da carteira assinada.
Já os trabalhadores sem carteira assinada que recebiam o menor rendimento médio entre os empregados tiveram o maior ganho real (2,7%) de 2007 para 2008. O rendimento dos trabalhadores domésticos com carteira assinada cresceu 2,1%. No entanto, o rendimento médio mensal dos trabalhadores por conta própria caiu 4,8%.
Mais trabalhadores
Segundo os dados da Pnad, em 2008, o setor de bens e serviços e o setor de reparação e manutenção foi o grupamento ocupacional com a maior concentração de pessoas. No total, 22,4 milhões de pessoas atuavam nestas áreas. De 2007 a 2008, este grupamento aumentou 7,2%.
Os grupamentos agrícola (17,4%), comércio e reparação (17,4%) e a indústria (15,1%) estavam entre os setores com maior número de trabalhadores em 2008.
A pesquisa mostrou ainda que dos 92,4 milhões de pessoas ocupadas em 2008, 58,6% (54,2 milhões de pessoas) eram empregados e 7,2% (6,6 milhões) eram trabalhadores domésticos.
Além disso, 18,2% eram associados a sindicatos, totalizando 16,8 milhões de pessoas.
Trabalho Infantil
Embora o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalhando tenha caído, o número de crianças exploradas ainda é muito grande. Em 2008, 4,5 milhões de crianças trabalhavam sendo que 993 mil estavam na faixa etária de 5 a 13 anos.
Mais da metade das crianças entre 5 e 17 anos (51,6%) eram empregados ou trabalhadores domésticos enquanto 35,5% estavam em atividades agrícolas. Estas pessoas trabalhavam em média 26,8 horas por semana enquanto as crianças de 5 a 13 anos trabalhavam em média 16,1 horas.
Apenas 9,7% dos empregados ou trabalhadores domésticos de 14 a 17 anos possuíam carteira assinada. Para as pessoas de 16 e 17 anos de idade, o percentual subia para 13,1%.
Em 2008, 57,1% das pessoas de 5 a 17 anos de idade que estavam ocupadas também exerciam afazeres domésticos. Na faixa etária de 5 a 13 anos, esse percentual era de 61,2%; e entre 14 e 17 anos de idade, a proporção era de 56,0%. Entre as mulheres de 5 a 17 anos ocupadas, o percentual era de 83,2%; enquanto, entre os homens, 43,6% dos ocupados nessa faixa etária realizavam afazeres domésticos.
Entre as pessoas de 5 a 17 anos de idade não ocupadas, 42,0% exerciam afazeres domésticos, percentual que era de 54,6% entre as mulheres e de 29,2% entre os homens.
Com informações do IBGE
Publicado originalmente aqui.
Nesta segunda-feira, dia 21, a rede de mulheres do Projeto “Decisões para a Vida” reuniu-se para definir as estratégias do evento do projeto que deverá acontecer em outubro.